jardim de lata

Se tem uma coisa que me faz gostar de um blog é a capacidade que ele tem de me fazer pôr a mão na massa, me mexer, mover meus neurônios criativos, me tirar da inércia.

Desta vez estou falando especificamente do blog dcoração da Vivianne Pontes. Vez ou outra ela publica algo que me toca de verdade e mais louco ainda, que vem na direção de alguma intenção minha, sem que nos comuniquemos. Funciona assim, eu guardo dinossauros e não sei ainda o que fazer com eles (quer dizer, sei mais ou menos) aí vem a Vivi e ensina como se faz os ganchos/puxadores que eu estava imaginando; procuro um tapete novo pro escritório e todos andam caros, aí ela me dá não só um mas dois tutoriais de tapetes lindos; preciso dar um up no quarto da filha e ela disponibiliza posters incríveis; encontro um tanto de paninhos bordados antigos e uns dias depois ela vem com uma baia ideia boa do que fazer com eles. E foi assim agora, com este post sobre um jardim de lata e as reflexões que ele me fez ter.

Eu tenho um jardim de lata, faz um tempo já, e como sei que latas deterioram-se, nunca dei muita bola para decorá-las, imaginando que uma hora teria que trocá-las por vasos, mesmo. Mas confesso que morria de amor (e uma ponta de raiva da minha própria preguiça) quando via as latinhas pintadinhas lindas que a Vivianne postava da sua oficina.

Então eis que as férias chegaram e com elas um novo olhar para meu próprio jardim. Comecei podando excessos da ipoméia, pendurando o estrado que estava jogado ali ao lado só esperando minha boa vontade, fiz ganchinhos e pendurei as latinhas nele. Ganhei de novo aquela sensação boa de passar ali, e oi! voltar, dar uma olhadinha e sorrir, que eu tanto amo. Aquela sensação de renovar o carinho com seu próprio lar. Aí li o texto das latinhas. E me pus a pensar.

Por fim, numa manhã em que a vizinha veio aqui sequestrar a Lorena, resolvi um projeto FVM que estava travado sem saber para onde ia (era para ser pra cozinha, mas colocar objetos molhados em latas, eu sei, não daria certo de jeito nenhum). Me desfiz dos meus preconceitos para com a perecibilidade das latinhas e me botei a pintá-las para alegria geral da nação.

Voltando ao texto da Vivianne, ele veio de encontro com tantas ideias que invadem minha cabeça ultimamente, que minha vontade era comprar uma passagem de ida pro Rio e me oferecer para ser estagiária do dcoração eternamente. Porque sim, Vivi, eu ….

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